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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

DESENVOLVIMENTO COGNITIVO


DESENVOLVIMENTO  COGNITIVO

1. INTRODUÇÃO                                                                                                             
            É de grande importância para o desenvolvimento cognitivo-intelectual  do individuo o período da adolescência  como sendo o estágio das operações formais caracterizadas por Piaget. Os diversos tipos de conhecimentos  são  desenvolvidos no  momento  em que o adolescente está refletindo e amadurecendo as suas opiniões.
            O aprendizado é um processo gradativo no qual o adolescente se capacita seguindo uma seqüência lógica isso se  dá a partir de estruturas organizadas que norteiam  o desenvolvimento humano, que se baseiam no processo de acomodação e assimilação, que leva o indivíduo a um equilíbrio final, ou seja, ele consegue  alcançar um padrão intelectual  que persistirá  durante a vida adulta, mas isso não quer dizer que suas funções cognitivas  estarão estagnadas.
            A teoria piagetiana oferece condições para se compreender o desenvolvimento cognitivo do adolescente a partir de uma visão biologicista e nesse sentido oferece contribuições para se pensar a educação nessa perspectiva. Salienta-se que uma teoria precisa ser apropriada para ser submetida a um crivo crítico e passa a ser imprescindível o conhecimento de suas bases teóricas para se conhecer seus limites e assim se pensar nas possibilidades de sua superação.
            Observa-se que a educação tem sofrido várias transformações  e isso coloca o adolescente, a escola e a família  diante de novos desafios  da aprendizagem e cabe aos educadores e familiares buscarem um aprimoramento para manter-se atualizado diante dessas alterações ocorridas na adolescência. O educador aprende com suas experiências diárias e assim consegue ajudar o adolescente a evoluir.
            Segundo a teoria de Piaget o principal objetivo é mostrar como o indivíduo evolui. A teoria do desenvolvimento mental é baseada na interação do organismo com o meio, e isso acontece graças a um processo interno de organização e um processo externo de adaptação. As estruturas mentais são todas construídas, ao longo do desenvolvimento do indivíduo, neste momento ele interage com o meio utilizando-se dos processos de acomodação e assimilação. A acomodação leva o organismo a adaptar-se, para sobreviver, a realidade, e a assimilação tende a fazer a realidade adaptar-se as necessidades  do organismo. "O ato de assimilação é o fato primeiro, q engloba em um todo a necessidade funcional, a repetição e esta coordenação entre o sujeito e o objeto q anuncia a implicação e o julgamento".(Batto, 1978, pág.35).
            No período das operações formais o adolescente é capaz de tirar conclusões de puras hipóteses, ocorre a passagem do pensamento formal, abstrato, isto é, o adolescente realiza as operações  no plano de idéias, sem necessitar de referencias concretas.
            Nas relações sociais, o adolescente  passa por um processo de caracterização por um fase de interiorização, que pode até no princípio ser identificado como anti-social. Ele se afasta da família, não aceita conselhos dos adultos, na realidade, o ponto chave de sua reflexão é a sociedade. Depois ele atinge o equilíbrio entre pensamento e realidade, quando compreende a importância da reflexão para sua ação sobre o mundo real.
            No período da afetividade, o adolescente vive conflitos. Deseja livrar-se do adulto, mas ainda depende dele. Ele deseja se aceito pelos amigos e esses determinam as palavras, as vestimentas e outros aspectos do seu comportamento. Nesse período ele começa a estabelecer sua moral individual, que é referencial a moral do grupo.

2. ADOLESCENCIA 

Segundo o dicionário Aurélio (1986), adolescência é:
"O período da vida humana que sucede à infância, começa com a puberdade, e se caracteriza por uma série de mudanças corporais e psicológicas (estende-se aproximadamente dos 12 aos 20 anos). Período que se estende da terceira infância até a idade adulta, marcado por intensos processos conflituosos e persistentes esforços de auto-afirmação. Corresponde à fase de absorção dos valores sociais e elaboração de projetos que impliquem plena integração social".
            A adolescência é caracterizada pela fase que vem depois da infância e antes da juventude. Inicia essa fase começa por volta dos doze anos e termina por volta dos dezoito. De forma exagerada o individuo manifesta seus gostos e preferências durante esse período. A busca intensa de si mesmo e da sua própria identidade é característica dessa fase cheia de questionamentos, tudo se questiona , tudo se critica em busca de uma liberdade e de uma auto-afirmação. As mudanças ocorrem numa quantidade maior que as verificadas em muitos anos  da infância ou da fase adulta. É natural que essas mudanças provoquem dúvidas, incertezas e inquietações. Assim como é natural que todo ser humano necessite de um tempo para assimilar tais mudanças. Para (Dinah Martins, 1987, pág.28) "A caracterização da adolescência não constitui tarefa muito fácil, porque aos fatores biológicos específicos, atuantes na faixa etária, se somam as determinantes sócio-culturais, advindas do ambiente onde o fenômeno da adolescência ocorre".
            A natureza dessas mudanças e desses processos conflituosos é estudada profundamente pela Psicanálise. Uma das referências imprescindíveis sobre a adolescência é a da psicanalista argentina Arminda Aberastury (1988). Ela afirma que a adolescência constitui-se em uma "etapa decisiva de um processo de desprendimento" (p.15). Essa época da vida caracteriza-se, segundo ela, por ser "um período de contradições, confuso, ambivalente, doloroso, caracterizado por fricções com o meio familiar" (p.16). Tais apontamentos permitem delinear, de maneira mais clara, os limites desses processos conflituosos que definem a adolescência.
            Maurício Knobel (1992) diz que "o problema da adolescência deve ser tomado como um processo universal de troca, de desprendimento, mas que será influenciado por conotações externas peculiares de cada cultura, que o favorecerão ou dificultarão, segundo as circunstâncias"(p.26). O desprendimento, ou, dito de outra forma, o rompimento dos vínculos infantis, é um processo necessário e inevitável rumo à vida adulta saudável. Ele pode, porém, dar-se de forma tranqüila ou muito tumultuada, como qualquer desprendimento. Pode ser acompanhado de muita dor ou de muito prazer.
            A adolescência é uma fase típica do desenvolvimento do jovem no ambiente familiar, na cultura que participa e na sociedade vigente, entretanto, a adolescência, alem de fatores biológicos é influenciada pelo ambiente familiar, cultural e social.
               A sociedade cria todo um universo de regras, leis, costumes, tradicoes e práticas, visando perpetuar os valores comumente aceitos e enfrentar os problemas experimentados por todos os membros. Todas essas formas socialmente padronizadas de comportamento constituem a cultura da sociedade. (MARTINS,1987, pags.28 e 29)
            A adolescência é caracterizada por aspectos biológicos, o desenvolvimento do esqueleto, a mudança de estatura, o aparecimento de pelos faciais e pubianos, o crescimento acelerado dos órgãos sexuais no meninos e o desenvolvimento do busto nas meninas, a puberdade ou maturidade sexual, são indícios dessa fase.
            A adolescência é marcada pelo abandono das características infantis e é regada por crises e contradições. O conflito de gerações é intenso nesse período pois os pais esperam dos filhos atitudes responsáveis , mas não sabem lidar com as inquietações dos filhos em relação a vida sexual.
               A adolescência  é a idade da certeza. Os adolescente não desconfiam de suas idéias e opiniões. Acreditam piamente naquilo que seus pensamentos lhes dizem. Daí. a conclusão  lógica de que todos os que tem idéias diferentes das suas só podem estar errados. Explica-se, assim, a sua dificuldade em lidar com opiniões discordantes. 'Sei muito bem o que estou fazendo'; essa é a resposta padrão que eles usam para se destacar de uma advertência sobre um curso problemático de ação. (ALVES. Sobre o tempo e a eternidade, pag. 34).

3.   DESENVOLVIMENTO COGNITIVO SEGUNDO PIAGET

            Os períodos  do desenvolvimento é caracterizado por aquilo de melhor que o indivíduo consegue fazer nas faixas etárias, como: sensório-motor, pré-operatório, operações concretas, e por último, que vai nortear o desenvolvimento deste trabalho, as operações formais.
            Piaget divide os períodos do desenvolvimento de acordo com o aparecimento de novas qualidades do pensamento e isso interfere o desenvolvimento global. Ele afirmava que as mudanças na maneira como os adolescentes pensam sobre si mesmos, sobre seus relacionamentos pessoais e sobre a natureza da sua sociedade tem como fonte comum o desenvolvimento de uma nova estrutura lógica que ele titulava de operações formais. Todos os indivíduos passam por todos esses estágios ou períodos, nessa seqüência, mas o início e o termino de cada uma delas dependem das características biológicas do ser humano e de fatores educacionais e sociais.
            Piaget assegurava que as  mudanças na maneira como os adolescentes raciocinam sobre si mesmos, sobre seus relacionamentos pessoais e sobre o caráter da sua sociedade tem  como fonte comum o desenvolvimento de uma nova estrutura lógica que ele chamava de operações formais. O estágio das operações formais, ocorre dos doze anos em diante, neste período acontece o amadurecimento das características da vida adulta,  onde o atributo mais geral do pensamento operatório formal é o reconhecimento de que a realidade é nada mais que um conjunto de possibilidades.
            Para Piaget o pensamento formal é uma orientação generalizada, explicita ou implícita, para solução de problemas: uma orientação no sentido de organizar os dados, isolar e controlar variáveis, formular hipóteses e justificar e provar logicamente os fatos.
            Grande parte da diferença existente entre o comportamento diário da criança e do adolescente pode ser expressa da seguinte maneira: o adolescente, como a criança vive no presente, mas ao contrário da criança também vive muito na dimensão ausente, isto é no futuro e o no reino do hipotético. Seu mundo conceitual está povoado de teorias informais sobre si mesmo e sobre a vida, cheio de planos para o seu futuro e o da sociedade, em resumo, cheio de idéias que transcendem a situação imediata, as relações interpessoais atuais.


4. PÉRIODO OPERATÓRIO FORMAL


Esse período é caracterizado  por uma dependência cada vez menor de objetos e fantasias para considerar problemas e situações. O adolescente  desenvolve a habilidade de formular conteúdos puramente abstratos, como elevados conceitos matemáticos e filosóficos, assim como a habilidade de aprender como aplicar as informações gerais necessárias a adaptação e as informações específicas necessárias para um ocupação.

               Na visão piagetiana, a transição de um período a outro necessariamente provoca um desequilíbrio temporário que, posteriormente, dá lugar a uma forma superior de raciocínio. Desta maneira, no início de cada nova etapa, verifica-se uma predominância da assimilação sobre a acomodação -  o indivíduo incorpora a realidade as estruturas que já possui. Pouco a pouco, através de um processo gradual, as estruturas internas tornam-se adequadas a realidade, atingindo, assim um equilíbrio maior. (RAPPAPORT, 1981, pag.69)
            Os jovens manifestam uma maneira mais flexível de manipular informação, podemos perceber que nesse período o pensamento lógico das operações formais abstratas. Nesse período observa-se o amadurecimento do pensamento formal ou hipotético-dedutivo. Durante a adolescência o pensamento formal é expandido, pois o adolescente, diferentemente da criança, é um indivíduo que reflete fora do presente e elabora teorias sobre todas as coisas, comprazendo-se sobretudo nas considerações intempestivas.
Nesse período observamos que o adolescente levanta teorias e reflete sobre seu próprio pensamento, o pensamento formal, que forma uma reflexão da inteligência sobre si mesma, um sistema operatório de segunda potência, que opera com teorias.
            O adolescente sofre influencias neurológicas e ambientais se combinando para causar a maturidade cognitiva, é neste momento que os adolescentes podem aplicar a nova capacidade para considerar e testar possibilidades a todo tipo de problema, eles podem desenvolver uma hipótese e conceder um experimento para testá-la. Eles, também, consideram todos os relacionamentos que pode imaginar e passam por cada um deles, para eliminar o falso e chegar ao verdadeiro. O adolescente que não consegue desenvolver estes conhecimentos, na perspectiva da teoria de Piaget, não se estruturou, não desenvolveu seus conhecimentos nos outros períodos do desenvolvimento. A dificuldade no aspecto cognitivo se dá muitas vezes, pelo histórico do adolescente.
            Conclui-se que o adolescente pretende inserir-se na sociedade dos adultos por meio de projetos, de programas de vida, de sistemas muitas vezes teóricos, de planos de reformas políticas ou sociais. Portanto, a verdadeira adaptação a sociedade vai-se fazer automaticamente quando o adolescente, passa de reformador a realizador.





6. CONCLUSÃO


            O estudo dos trabalhos desenvolvidos por Piaget nos permitem conhecer a forma como este teórico concebe o desenvolvimento mental do adolescente e como suas pesquisas a cerca da gênese do conhecimento pode permitir ao professor um repensar em sua prática na busca de uma prática que conceba o sujeito como capaz de construir conhecimento a partir de sua inteligência, ação e interação com o meio.
 A teoria piagetiana permite uma compreensão biológica e psicológica da evolução mental do adolescente, pois é importante conhecer como o
organismo do sujeito reage ao receber uma informação nova do meio e ao tentar organizar essa informação em sua estrutura cognitiva. É importante saber também como essas informações tornam-se conhecimentos por meio da ação do sujeito na busca de adaptar-se ao
ambiente. Conclui-se, então, que este trabalho constitui-se de uma síntese do pensamento piagetiano, pois é um pensamento um tanto complexo, mas coerente e rico, no sentido de oferecer informações acerca do desenvolvimento cognitivo que são imprescindíveis àqueles
que desejam fazer de seus aprendizes sujeitos autônomos e capazes de construírem conhecimentos e não de reproduzirem o que outros fizeram.
REFERÊNCIAS
PIAGET, Jean, 1896 - 1980. Epistemologia genética/ Jean Piaget; tradução de Álvaro Cabral; revisão da tradução Wilson Roberto Vaccari - Sao Paulo: Martins Fontes, 2002.
PIAGET, Jean. Psicologia da inteligência./ Jean Piaget; tradução de Nathanael C. Caixeiro - Rio de Janeiro: Zahar, 1977.
RAPPAPORT, Clara Regina. Psicologia do desenvolvimento / Clara Regina Rappaport; coordenadora Clara Regina Rappaport. - São Paulo:EUP, 1981 - 1982




segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

O trabalhador do século XXI


O trabalhador do século XXI

O final do século XX traz a Revolução do Conhecimento e, com ela, novas exigências pessoais e profissionais. Estamos vendo um mundo novo, como jamais visto antes, em que a produtividade atinge patamares incríveis. Nos países desenvolvidos, em oitenta anos as horas dedicadas ao trabalho diminuíram quase pela metade (de 3 mil horas por ano para 1.600) ao mesmo tempo que a produtividade era multiplicada por 50.


Nos dias de hoje, busca-se menos produtividade e mais competitividade, menos informação e mais conhecimento, menos treinamento e mais educação. Disso tiramos as principais características do trabalhador do século XXI, cuja lista, referendada pela Unesco, coincide com as necessidades da educação para este século.


Essas qualidades podem ser resumidas em oito palavras, que nos empurram para uma profunda reflexão sobre nós mesmos: flexibilidade, criatividade, informação, comunicação, responsabilidade, em­preen­de­do­ris­mo, sociabilização, tecnologia.


Flexibilidade


Ser flexível, em vez de especialista demais, é uma qualidade. Isso não significa que especializações não sejam importantes, mas o desejado é que as pessoas tenham capacidade de agir de acordo com as situações que se apresentam, atendendo às necessidades do mercado e moldando sua conduta com o objetivo de aumentar a competência. Flexibilidade significa capacidade de adaptação após a percepção das mudanças existentes ou das mudanças a ser propostas. A flexibilidade adaptativa, que permite que as pessoas mudem de área de atuação com naturalidade ou que as empresas mudem os portfólios de acordo com as demandas do mercado, é uma das principais vantagens competitivas modernas.


Criatividade


A preocupação não deve ser armazenar grande quantidade de informação, pois ela está fartamente disponível nos meios de comunicação e principalmente na internet. O diferencial desejável é a capacidade de processar e utilizar as informações de forma original e inovadora. É nesse sentido que a criatividade transforma-se em um recurso moderno. Pessoas criativas inventam e reinventam, e assim ajudam a mover o mundo e conseguem se manter na crista das ondas.


Informação


A criatividade pode suprir a falta de informação, mas ainda assim é necessário aumentar permanentemente nossa base de dados a respeito do que está acontecendo no mundo, em nossa área de atuação e em outras áreas também em virtude da profunda transversalidade dos fenômenos modernos — tudo está ligado a tudo! A velocidade dos avanços em todas as áreas do conhecimento exige educação continuada. Atualizar-se e reciclar-se constantemente compõe o cenário do chamado desenvolvimento humano.


Comunicação


A aquisição de habilidades na comunicação e no relacionamento interpessoal é imprescindível para a qualidade do atendimento ao cliente e para a integração de grupos de trabalho. São dois aspectos que pertencem à cartilha de sobrevivência de todos os profissionais e de todas as empresas. Entender o mercado e se fazer entender por ele é vital, pois as organizações humanas, comerciais ou não, foram criadas para atender às necessidades da coletividade. Comunicar-se adequadamente com os pares, dentro das organi­za­ções, integra uma ciência nova e relevante, que é a da gestão do conhecimento.


Responsabilidade


No novo mundo do trabalho as pessoas são mais responsáveis por suas ações e exercem com mais freqüência e intensidade papéis de liderança. Estão desaparecendo cargos e funções estanques e surgindo postos de trabalho destinados ao cumprimento de tarefas em que a responsabilidade de seu executor é cada vez mais cobrada. Ser responsável é responder por seus atos e, com alguma freqüência, pelos atos de outras pessoas pelas quais somos responsáveis.


Empreendedorismo


Não é mais suficiente cumprir ordens e realizar bem sua tarefa. O mercado busca pessoas capazes de agregar valor ao trabalho através de ousadia, criatividade e inovação, atributos do empreendedor. Empreendedorismo não é uma qualidade exclusiva dos empresários, embora eles certamente a possuam, caso contrário não seriam o que são. Qualquer pessoa, em qualquer atividade, pode empreender uma ação que vise otimizar, melhorar, agilizar, favorecer, qualificar ou qualquer outro verbo ligado à idéia de criar um mundo melhor.


Sociabilização


Entender as diferenças culturais é uma necessidade no mundo de hoje, que exige flexibilidade cultural para que se possa interagir globalmente. Cada pessoa deve estar impregnada da capacidade de compreender, respeitar e conectar-se com diferenças culturais e de percepção dos fatos da vida. Isso não se refere apenas a diferenças entre países, mas também, e principalmente, entre pessoas. Saber conviver com idiossincrasias pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso de uma empreitada da qual participam várias pessoas, o que é mais comum no mundo moderno, em que o artesão praticamente desapareceu para dar lugar à equipe.


Tecnologia


É fundamental adquirir intimidade com as novas tecnologias independentemente da idade que se tenha, do nível cultural e da condição social do indivíduo. Qualquer pessoa que esteja no mercado de trabalho deve dispor-se a aceitar e a conviver com as tecnologias emergentes, em especial a informática, e a internet em particular. A tecnologia só substituirá o homem que não aprender a conviver com ela. Se o convívio for saudável, a tecnologia funcionará como um agregado importante na construção da competência pessoal e organizacional.

Autor: Eugenio Mussak - Eugênio Mussak é professor desde 1971, diretor da Sapiens – empresa de consultoria educacional e de seminários baseados em suas teorias sobre Desenvolvimento Integral do Ser Humano. É autor do livro Metacompetência, lançado pela Editora Gente.
Publicado em 13/9/2006


sábado, 19 de janeiro de 2019

TEORIAS DA APRENDIZAGEM


TEORIAS DA APRENDIZAGEM



“Aprendizagem só si, não é
                                                                                           sabedoria. A sabedoria é a
                                                                                               aplicação dos conhecimentos
                                                                   e dos fatos”.
                                                                                                                            Buscaglia


 Atualmente, são inúmeras e todas passíveis de crítica.
Teoria – (grego) – provém de hipóteses, comprovadas total ou parcialmente e não de opiniões pessoais subjetivas.

  
CLASSIFICAÇÃO:
  
1-Teorias conexionistas – tipo S- R (estímulo – resposta);
2- Teorias  cognitivas (papel do significado e da compreensão);
3- Teorias funcionalistas (ajustamento do organismo ao seu meio);
4- Teoria psicodinâmica (sugestões da psicanálise – Freud, para a aprendizagem);
5- Teoria humanista (centrada no aluno);
6- Teoria histórica cultural (um processo histórico).



TEORIAS CONEXIONISTAS DA APRENDIZAGEM


Edward Lee Thorndike (1874-1949)
Conexão – é o elemento básico da teoria resulta da associação entre as impressões dos sentidos e os impulsos para a ação, isto é, associação entre a verdadeira situação (S) e a resposta (R).

A aprendizagem, segundo os conexionistas obedece a leis:


1-   Lei do exercício – quanto mais frequentemente é exercitada uma conexão, tanto mais forte se toma.
2-   Lei do efeito – resultados agradáveis fortalecem, e resultados desagradáveis, enfraquecem conexão S – R.

O organismo tende a repetir e a aprender as reações agradáveis, e tende a fugir, não aprender e não repetir as reações desagradáveis.
Aprendizagem é a formação de conexões do tipo de Situação – Resposta.
O conexionismo considera a aprendizagem como um fortalecimento ou enfraquecimento de conexões, entre uma situação e as resultantes.
Ivan Petrovitch Pavlon (1894-1939) – Teoria do condicionamento clássico ou reflexo lógico – de natureza fisiológica – também conexionista, no sentido de que se dá pela ligação entre a situação – o estímulo e a reação.
A aprendizagem por condicionamento consiste na aquisição de uma reação pela substituição de estímulos neutros, que se tornam condicionados, pela sua ocorrência simultânea ou contígua aos primeiros.



-TEORIAS COGNITIVAS DA APRENDIZAGEM


Gestaltistas


Ênfase no papel do significado e da compreensão. Enfatizando a percepção no processo da aprendizagem, ao invés da resposta, pois “o todo é maior do que a soma de suas partes”, isto é, o que é aprendido é mais forte do que a soma dos padrões de estímulo – respostas particulares, que ocorreram.
Para a Gestalf, a aprendizagem é principalmente o problema de “perceber relações”, estruturar o campo perceptivo. A compreensão da situação problemática só ocorre com o “insight”, que permitiu a formação da Gestalf ou estrutura do meio. Portanto, pensar é compreender uma globalidade e não perceber elementos isolados.
A aprendizagem é um processo atiço inteligente e global. Constitui uma aquisição de “estruturas” de “formas” implicando sempre discernimento, compreensão da situação.



-Contribuição de Jean Piaget para aprendizagem (interacionista)


Para Piaget: “o conhecimento não provém nem da sensação, nem da percepção isoladamente, mas da ação global, de que a percepção participa apenas como função de sinalização. Próprio da inteligência não é essencialmente operatório. Ora, as operações consistem em ações interiorizadas e coordenadas em estruturas de conjunto; se desejamos esse aspecto operatório da inteligência humana convirá partir da ação”. (in chiarottino,1984, p.104).
A constituição do conhecimento (do real) é uma conquista do homem, que se realiza através da ação.
Para Piaget aprender é saber fazer (realizar) e conhecer é compreender a situação distinguindo as relações necessárias das contingentes. É atribuir significado as coisas, considerando não apenas os aspectos explícitos do fenômeno, mas principalmente o implícito, o possível.
Para Piaget o homem constrói seu conhecimento na sua relação com o meio. Portanto o conhecimento é uma construção constante através da interação entre o pensamento e o objeto do conhecimento.

TEORIA DA EQUILIBRAÇÃO
                                                                                
                                                                             

                                                                                Intercâmbio entre o
                                                                                                                       
                                          Assimilação

                                                                                                                                           
                                                                                Organismo e o meio
 Adaptação

                                                                                                                         em harmonia
                                                                                                                               =

                                                                                                                        
                                          Acomodação                Reorganização                    equilibração


Esquema                      estratégias de ação



TEORIA HUMANISTA

A abordagem humanista considera, primordialmente, o aluno como pessoa. O importante é a auto-realização da pessoa, o ensino deve facilitar a auto realização, o crescimento pessoal.


A Aprendizagem segundo Rogers:


1-   O ser humano tem uma potencialidade natural para aprender:
2-   A aprendizagem significante ocorre quando a matéria de ensino é percebida pelo aluno como relevante para seus próprios objetivos:
3-   A aprendizagem que envolve mudança na organização do eu na percepção de si mesmo – é ameaçadora e tende a suscitar resistência:
4-   As aprendizagens que ameaçam o eu, são mais facilmente percebidas e assimiladas quando as ameaças externas se reduzem a um mínimo;
5-    Quando é pequena a ameaça ao eu, pode-se perceber a experiência de maneira diferenciada e a aprendizagem pode prosseguir;
6-   Grande parte da aprendizagem significante, é adquirida através dos atos;
7-   A aprendizagem é facilitada quando o aluno participa responsavelmente do processo de aprendizagem;
8-   A aprendizagem auto-iniciada que envolve a pessoa do aprendiz como um todo – sentimentos é mais duradoura e abrangente;
9-   A independência, a criatividade e a auto - confiança são todas facilitadas, quando a auto crítica e a auto avaliação são básicas e a avaliação feita por outros é de importância secundária;
10-                  A aprendizagem socialmente mais útil, no mundo moderno, é a do próprio processo de aprender, uma contínua abertura á experiência e á incorporação, dentro de si mesmo, do processo de mudanças.







TEORIA HISTÓRICA CULTURAL


Lev Semynovytch Vygotsky ( 1896-1934 ) – Defende a tese de que a aprendizagem antecede o desenvolvimento.
O processo de apropriação do conhecimento se dá, portanto, no decurso do desenvolvimento de relações reais, efetivas, do sujeito com o mundo. Vale ressaltar que estas relações não dependem da consciência do sujeito individual, mas são determinadas pelas condições histórico-sociais concretas nas quais ele está inserido; e ainda pelo modo como sua vida se forma nestas condições.
Importância do organismo ativo na construção do conhecimento.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Teste para nível de estresse



Na Faculdade uma professora maravilhosa passou este teste para os professores para saber o nível de estresse em que estavam muito bom mesmo resolvi compartilhar com vocês também vocês vão se surpreender.
 O primeiro passo para derrotar o estresse é reconhecer sua existência: admitir que se trata de uma doença é vital para se combate-la. Avalie regularmente seu nível de estresse relacionado as afirmações abaixo que se aproximam de sua experiência real. Procure se o mais sincero possível. Se sua opção for “nunca” assinale 1; se for “as vezes ” assinale 2; assim por diante. Some tudo e consulte o quadro análise de resultados para identificar as áreas que merecem sua atuação.
Contagem
1-     Nunca
2-     Às vezes
3-     Várias vezes
4-     Sempre

1-     Eu me culpo quando as coisas dão errado no trabalho (         )
2-     Eu acumulo meus problemas até sentir que estou prestes a explodir (      )
3-     Eu me concentro no trabalho para esquecer problemas pessoais (         )
4-     Eu descarrego raiva e frustação em que estiver mais perto de mim (         )
5-     Eu percebo mudanças negativas de comportamento quando estou sob pressão (         )
6-     Eu me importo mais com os aspectos negativos de minha vida (         )
7-     Eu sinto desconforto quando passo por situações novas (         )
8-     Eu acredito que meu papel na organização é desprezível (         )
9-     Eu chego atrasado ao trabalho ou a reuniões importantes (         )
10-  Eu reajo negativamente a críticas pessoais (         )
11-  Eu me sinto culpado de ficar sem fazer nada pro uma hora ou mais (         )
12-  Eu me sinto apressado mesmo que não esteja sob pressão (         )
13-  Eu não tenho tempo para ler jornais com frequência que gostaria (         )
14-  Eu exijo se atendido imediatamente (         )
15-  Eu evito revelar minhas emoções reais tanto no trabalho como em casa (         )
16-  Eu assumo mais tarefas do que posso dar conta as vezes (         )
17-  Eu resisto em seguir conselhos de colegas ou de superiores (         )
18-  Eu ignora minhas limitações físicas e profissionais  (         )
19-  Eu deixo de curtir meus hobbies porque o trabalho envolve todo meu trabalho (         )
20-  Eu tento resolver situações mesmo antes de pensar nelas com cuidado (         )
21-  Eu sou mais ocupado para almoçar com amigos e  colegas durante a semana (         )
22-  Eu adio confrontar e resolver situações difíceis quando elas surgem (         )
23-  As pessoas abusam de mim quando não ajo de forma enérgica (         )
24-  Eu procuro não falar quando sinto sobrecarga de trabalho (         )
25-  Eu evito delegar tarefas para outras pessoas (         )
26-  Eu trato das tarefas antes mesmos de priorizar minha carga de trabalho (         )
27-  Eu acho difícil dizer ao a pedido e exigências (         )
28-  Eu sinto que preciso terminar todo trabalho importante a cada dia (         )
29-  Eu acho que não seri capaz de dar conta de toda minha carga de trabalho (         )
30-  Eu sinto paralisado pelo medo de fracassar (         )
31-  Eu privilegio a carreira profissional em detrimento de minha vida familiar (         )
32-  Eu fico impaciente se algo não acontece na hora que quero (         )

Analise de resultados
Agora que você completou a auto-avaliaçao, some o resultado final e verifique a tabela de desempenho abaixo. Qualquer que seja o nível de seu estresse, sempre há margem para melhorar aspectos da vida profissional e doméstica.
32 a 64 – Voce administra muito bem seu  nível de estresse, mas convém lutar para manter um bom equilíbrio 
65 a 95 -
96 a 128 -